Como as lentes teóricas sustentam o método e como os seis estágios se encadeiam na deliberação estratégica de conselhos de administração.
O BDTG não é uma técnica isolada. Ele converge quatro tradições de pesquisa que, separadas, deixariam lacunas.
Fornece o aparato formal: nós de decisão, nós de chance e indução retroativa.
Raiffa (1968); Howard (1988); Magee (1964a, 1964b)Investimentos como portfólios de opções de adiar, expandir, contrair ou abandonar.
Myers (1977); Dixit & Pindyck (1994); Trigeorgis (1996)A flexibilidade contingente como ativo organizacional, não como detalhe técnico.
Teece, Pisano & Shuen (1997); Teece (2007)Árvores explícitas reduzem assimetria informacional e atenuam vieses de decisão.
Jensen & Meckling (1976); Hambrick & Mason (1984)Três símbolos, cada um com uma regra de cálculo distinta (Raiffa, 1968). A forma não é ornamento: ela determina como o nó é avaliado.
O conselho escolhe. O valor do nó é o maior valor entre seus ramos.
O acaso decide. Soma dos ramos ponderada pelas probabilidades, que devem somar 1.
Desfecho final, folha da árvore. Carrega um payoff numérico com moeda.
Cada estágio corresponde a uma aba do produto e a um elo do Decision Quality Chain. A edição é livre a qualquer momento; o produto salva a cada 2 segundos e registra versões por snapshots.
Decision Brief de uma página: problema, horizonte, escopo, alternativas, custo do não-fazer. Checklist de 4 itens.
Editor de canvas. Probabilidade, fonte, justificativa e risco público/privado por nó de chance. Soma 1 validada.
Indução retroativa automática. VPL determinístico ao lado, para comparação. Modo binomial avançado opcional.
Diagrama tornado: cada variável ±20%. Variáveis que invertem a decisão destacadas em vermelho. Cenários nomeados.
Sumário automático. Decision Quality Chain (6 elos) + premortem. Voto com rationale e conflito de interesse.
Trigger points com métrica, limiar e comparador. Painel de status. Post-decision review e Brier score.
A literatura crítica delimita o alcance do BDTG. Ignorá-la produz falsa precisão — um número com aparência de rigor e sem conteúdo.
Adner & Levinthal (2004): nem toda escolha estratégica é uma opção real; muitas têm caráter endógeno.
Lander & Pinches (1998): a implementação prática esbarra em premissas que raramente se sustentam.
Triantis (2005): uma árvore mal estruturada confere autoridade ilusória a estimativas frágeis.
Janis (1972): o pseudoconsenso é um risco da deliberação estruturada — por isso votos divergentes são preservados.