Faturamento Bruto
R$ 1,067 tri
▲ 6,5% vs 2023
Participação no PIB
9,12%
▲ +0,10 pp vs 9,02%
Unidades Operacionais
424.120
▲ 2,3% (de 414.663)
Consumidores / Dia
30 mi
9+ mi postos diretos e indiretos
Taxa de Desemprego
6,2%
Menor da série PNAD Contínua
Inflação Alim. & Bebidas
7,69%
Pressão sobre volumes reais
Evolução do Faturamento (R$ bi)
Trajetória de intensificação secular 2014–2024
Paradoxo Estrutural
Crescimento nominal vs. pressão sobre volumes
Paradoxo: 8,7 milhões de brasileiros saíram da pobreza, impulsionando consumo nominal. Porém, inflação alimentar de 7,69% comprime volumes reais — o setor cresce em receita mas não necessariamente em unidades vendidas.
Participação por Departamento no Faturamento Total
Treemap — áreas proporcionais ao peso no faturamento
26,9%
Mercearia Seca
Líder absoluta em volume
45,2%
Perecíveis (total)
FFLVO + açougue + congelados + lácteos
~12%
Bebidas
Crescimento +11,3%
~8%
Perfumaria & Limpeza
+11,2% e +10,5%
~5%
Padaria & Bazar
Alta margem, baixo volume
Crescimento por Segmento — Scanntech 2023
Variação % do faturamento ano-a-ano
Composição FFLVO — 2024
Frutas, Flores, Legumes, Verduras e Ovos
Trade-up categorial: Em Jan/2026, carne bovina +12,5% e refrigerantes +9%, enquanto mercearia básica recuou -9,8% (arroz, açúcar, leite). O consumidor migra de itens básicos para categorias de maior valor agregado.
Margem Bruta por Departamento vs. Participação no Faturamento
O paradoxo central: os setores de maior faturamento não são os de maior margem
Detalhamento de Margens por Departamento
Margem bruta estimada, papel estratégico e nível de risco operacional
| Departamento |
Margem Bruta |
Barra Visual |
Papel Estratégico |
Risco |
| 🥐 Padaria & Confeitaria |
40–60% |
|
Gerador de margem Transformação de valor (farinha→produto) |
4,62% |
| 🥬 Hortifrúti (FLV) |
30–45% |
|
Fidelização / Frequência Visitas semanais por frescor |
4,73% |
| 🥩 Açougue |
20–30% |
|
Âncora de ticket médio Venda cruzada (carvão, bebidas) |
Moderado |
| 📦 Mercearia Seca |
15–25% |
|
Gerador de tráfego 27% do faturamento, margem comprimida |
Baixo |
| 🧺 Bazar & Não-Alimentos |
30–50% |
|
Melhor rendimento Compra de oportunidade, baixa sensibilidade a preço |
Baixo |
Implicação estratégica: Se 70% das vendas vêm da mercearia (margem baixa) e apenas 5% da padaria (margem alta), a lucratividade geral será baixa. O segredo é incentivar o cliente a circular por toda a loja, aumentando a participação de setores como padaria e hortifrúti no carrinho final.
Margem Líquida do Setor
2,9%
Estável desde 2021 (faixa 1%–3%)
Margem Bruta Média
21,5%
Setor supermercadista — 2024
Eficiência Operacional
98,11%
Ineficiência: 1,89%
Índice de Perdas por Seção (%)
Pesquisa de Eficiência Operacional ABRAS 2025
Risco-Retorno: Margem vs. Perdas
Departamentos de maior margem = maior risco de perda
Paradoxo risco-retorno: Padaria (margem 40-60%, perdas 4,62%), FLV (margem 30-45%, perdas 4,73%), flores (perdas 6,67%). Os departamentos que mais geram valor são os que mais destroem valor quando mal geridos. A sofisticação gerencial é o diferencial.
Matriz Estratégica Tridimensional
Liderança por Faturamento × Margem Bruta × Lucro Líquido
Seção / Departamento
Mercearia Seca
≈27% do total
Seção / Departamento
Padaria
40–60% margem
Seção / Departamento
Mix Ponderado
Resultado do balanceamento
Cesta de Consumo
Perecíveis
45,2% do total
Cesta de Consumo
Produção Própria
Padaria, rotisseria
Cesta de Consumo
Controle de Perdas
Condicionante crítico
Formato de Loja
Atacarejo
>50% receita Top 3
Formato de Loja
Super Convencional
Margem bruta superior
Formato de Loja
Grupo Mateus
R$ 1,35 bi em 2024
Canal
Loja Física
Dominante
Canal
E-commerce
+18,4% em 2024
Canal
Regionais
SSS 7,3% em 2025
Proposições Analíticas Fundamentais
1
Descontinuidade Volume × Rentabilidade
A mercearia seca (≈27% do faturamento) funciona como gerador de tráfego com margens comprimidas, enquanto produção própria (padaria, rotisseria) e perecíveis (FLV, açougue) concentram a geração de valor — com risco operacional de 4–7% em perdas.
2
Ponto de Inflexão do Atacarejo
Após uma década de crescimento acelerado, SSS de 2,6% ficou abaixo da inflação (4,26%), com queda de -3,4% em unidades. Supermercados avançaram 5%. Perdas no formato subiram 48,1%. O consumidor faz trade-up de volta ao convencional.
3
Regionais como Vetores de Rentabilidade
Varejistas regionais registraram +7,3% em SSS nos primeiros 9 meses de 2025, enquanto os grandes grupos ficaram abaixo de 5%. Proximidade, sortimento adaptado e menor alavancagem financeira explicam a vantagem.